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Me perdoem a ausência prolongada, muita coisa acontecendo de uma vez, uma centena de rascunhos começados e sem um final para publicação, mas logo logo volto com tudo.
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Desafio I – Escrever um texto sobre coisas em que pensa pela 1ª vez.

2. Um filme que marcou sua adolescência: 10 coisas que eu odeio em você

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Resolvi aceitar o desafio do meu amigo querido, Marcel, e escrever um texto sobre algo em que penso pela 1ª vez e eu sei que vai ser algo difícil. Escrever sobre algo que eu nunca pensei, é até estranho pensar em pensar em algo específico que eu nunca tenha pensado. Afinal, eu penso demais. E por mais sensível que eu seja, eu sou uma pessoa racional em MUITOS campos da minha vida. Logo, pensar é um vício. Uma das coisas que eu pensei em escrever foi a respeito do modo como eu penso que o meu irmão me enxerga, pois eu nunca escrevi ou parei pra pensar sobre isso. Às vezes eu acho que ele me imagina como um ser perfeito, incapaz de errar. Por que eu penso isso? Porque ele exige muito de mim, todos os dias e todas as vezes que conversamos. Sei lá, acho que por ser mais velha, ele acredite que eu preciso ser exemplo sempre (como ele já me disse uma vez) e por isso, não posso errar. Às vezes, por toda essa exigência que vem dele, eu penso que ele me considera meio arrogante, pois ser incapaz de errar, significa estar sempre certa. E ele sempre acha que eu penso estar sempre certa. (Isso está ficando confuso?) Ah, sei lá, é estranho pensar em algo pela primeira vez, porque parece que nos esforçamos tanto pra pensar em algo que nunca pensamos, que nos parece que já pensamos nisso antes. Tá, tá confuso, mas eu acho que era isso que eu queria dizer.

Dia 4: Uma foto que represente seu maior defeito

“Cheguei numa fase da minha vida que vejo que a única coisa que fiz até agora foi fugir, 
fugir de mim mesmo, do meu nada, e agora não tenho mais para onde ir, nem sei o que vou fazer.”
Charles Bukowski

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“Não poucas vezes esbarramos com o nosso destino pelos caminhos que escolhemos para fugir dele.”
La Fontaine

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Como faz pra desenjoar de si mesma?

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Invento histórias novas, troco todo o guarda-roupa, procuro um estilo novo na revista da semana, frequento lugares diferentes, experimento um cardápio novo, escuto o top 10 da mtv, começo a academia, conheço novas pessoas, sonho novos sonhos, mudo de emprego, tranco o último ano da faculdade, viajo para o outro lado do mundo, aprendo um novo idioma, jogo fora velhas cartas, construo uma nova casa, mudo a roupa de cama, escolho uma nova cor para o quarto, fujo de bicicleta, entro para o circo, danço na chuva, acordo em uma casa desconhecida, almoço no topo de uma montanha, salto de bungee jump, invento um mundo novo, tudo para desenjoar de mim. Tudo para aprender a me sentir bem comigo mesma. Tudo para não surtar, não analisar os pormenores. Não analisar os medos, os defeitos, os desejos não realizados e os sonhos ainda não alcançados.
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Vida

“Hoje eu queria um abraço que te sufoca de tão apertado e te protege de tudo.
Hoje eu só queria ouvir ‘eu-te-procurei-pra-saber-se-você-tá-bem’.”
Caio Fernando Abreu

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Você já sentiu que os seus ombros carregam o dobro de peso que conseguem suportar? Já sentiu que mesmo nova, parece que já viveu duzentos anos? Já se perguntou o por quê de fazer determinada escolha em oposição à outra? Já começou algo novo na sua vida e sentiu que de repente, mil coisas novas escolheram o mesmo momento para acontecer? É nesse momento de confusão que Ella procura algum refúgio, algum lugar seguro para encostar a cabeça e pensar em mil coisas além de toda a confusão. Quem sabe algo melhor, um lugar para não pensar em nada, apenas fugir da mesmice de pensamentos que parecem rondar a mente dela. No fundo, Ella só queria um lugar para deitar a cabeça e voltar a sonhar.

Devaneios

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Estou extremamente ansiosa. Acho que são coisas antigas. Deve ser. Quando eu começo a pensar no assunto e a tomar consciência a respeito do meu problema, geralmente, a dor de cabeça some e a ansiedade diminui. Eu já disse que estou com dor de cabeça? Não. Pois é, culpa da ansiedade. Plena sexta-feira de curso e eu aqui, divagando a respeito de coisas sem sentido e sem nenhuma concentração. Não consigo prestar atenção na aula, o professor fica olhando pro teto. Isso está me dando agonia. Estou morrendo de sono. Dordegarganta. Será são sapos presos? Me sinto meio aérea, perdida, não consigo prestar atenção na aula. Que sono. Eu já disse isso? Quem sabe saia um texto disso tudo. Comi bolo demais. Dizem que doce dá sono. “Que seja doce” então, né Caio? Sexta deveria ser proibido ter aula a noite. Ingressos, será que já estão a venda? Não? Droga. É bom escrever, desabafar de alguma forma. Não sinto rancor, nem saudade. Na verdade, não sinto nada. Só me lembro de vez em quando. 20:05. Não passa o tempo. Passatempo. Estou enlouquecendo. Acho que é a dor no pé. Ou foi o calor que deu de tarde. Continuo agoniada com esse professor que fica olhando tanto pro teto. Meu olho está coçando. Fico pensando em milhões de coisas, menos na aula. “Perder o foco”. Só prestei atenção nisso. Mentira. Faz tempo que não falo com ele. Bom, ele também não me procura. 20:15. Agonia. Posso pedir para ir embora? Pronto, filminho. Vou dormir. “É impossível passar pela mesma água duas vezes”. Preciso fazer uma reorganização estratégica da minha vida. Não aguento mais ficar sentada. Posso dizer que é muito bom ter reconhecimento. Agora ele está falando de Comunicação. Posso pedir equivalência? Sim. Estou desenhando olhos durante a aula. Sinestesia. Quando alguém não olha nos seus olhos pode significar: medo, desinteresse, vergonha ou desconhecimento. De encontro ou ao encontro? A UTFPR é rota de aviões. 22:00. Fiz besteira. Tenho que falar menos. Acabo me metendo em rolo. Faltam 4 slides. 3. 2. 1. Cansei. Vou dormir.
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