na minha estante: Cidade sorriso dos mortos-vivos

Já faz algum tempo que as minhas impressões a respeito das últimas leituras têm estado adormecidas nos rascunhos, mas em vista das agitações dos próximos dias, quem sabe meses, resolvi tirá-las da hibernação onde estavam e reanimá-las.

Começo por Cidade Sorriso dos Mortos-vivos, um livro bastante curitibano, visto que não só foi produzido e escrito por autores daqui, como também se passa na capital paranaense.

Confesso que a capa é incrível, retrata muito a Curitiba de anos atrás: o clima totalmente imprevisto, que vai da chuva ao frio e do frio ao calor (algo que não tem acontecido ultimamente). Mas voltando ao livro, apesar da capa ser incrivelmente linda e o livro bem grande, poucas histórias conseguiram de fato me prender.

Algumas focaram em muitos estereótipos e clichês, os quais não acho muito bacana, e poucas foram as que conseguiram desviar dessa linha de narrativa. Além disso, alguns traços não eram tão interessantes, mas em geral valeu a pena ver e ler algo curitibano impresso em páginas que ainda tinham aquele cheiro de tinta recém impressa. Obrigada mais uma vez pelo empréstimo, Natã ❤

Aos que ficaram interessados, confesso que não sei como está o acesso a obra fora do Paraná, quem souber se tem por esse Brasil, por favor, me dê um toque 😀

Autores: Diversos
Organização: Antonio Eder
Editora: Dogzilla
Ano: 2013
Páginas: 352

na minha estante: uma imagem…

…vale mais que mil palavras?

Acho que no caso do Troche, sim, e vou deixar um dos desenhos dele e a descrição do Skoob falar por mim. É pura poesia.

Desenhos Invisíveis é uma compilação dos trabalhos que Troche publicou no seu blog entre 2009 e 2012. O livro foi originalmente lançado na Argentina em 2013 pela editora Sudamericana (© Penguim Random House), com prólogos dos quadrinistas Kioskerman e Tute (que podem ser lidos aqui). Na edição brasileira, da Lote 42, foram os quadrinistas Fabio Zimbres e Adão Iturrusgarai que endossaram o trabalho do artista.

Troche - Desenhos invisíveis

Troche – Desenhos invisíveis

Artista: Gervasio Troche
Editora: Lote 92
Ano: 2014
Páginas: 160

No caso do livro O mundo de Aisha: A revolução silenciosa das mulheres do Iêmen, não, mas ajuda a visualizar certas coisas de uma forma diferente e a intensidade dos traços acompanha a intensidade das histórias, é incrível como o olhar retratado dessas mulheres pode mexer tanto com a gente, mas, como no caso do livro do Vincent, eu ainda me apego mais às palavras. Olha para fora, para essas mulheres, me faz querer olhar para dentro e ver as inúmeras oportunidades que tenho, é sempre um exercício de autorreflexão, empatia e amor.

Obrigadas a se casarem ainda meninas. Escravizadas, violentadas, por vezes assassinadas. Cobertas com o véu negro – o niqab – as mulheres do Iêmen parecem fantasmas. Contudo, pouco a pouco, com delicadeza, coragem e determinação, elas travam uma batalha corajosa por sua emancipação. Uma revolução silenciosa está em marcha para fazer valer seus direitos e sua liberdade. Aisha, Sabiha, Hamedda, Houssen e tantas outras: aqui estão algumas de suas histórias. Uma extraordinária reportagem em quadrinhos de Ugo Bertotti inspirada pelas imagens e pelas entrevistas da fotojornalista Agnes Montanari.

Ugo Bertotti

Ugo Bertotti

Autor: Ugo Bertotti
Tradução: Fernando Scheibe
Editora: Nemo
Ano: 2015
Páginas: 144

Admito que nas duas obras me senti comovida, emocionada e tocada, são de uma sensibilidade ímpar. Agradeço novamente ao Natã por me proporcionar essa oportunidade de leitura ❤