na minha estante: O livreiro de Cabul

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Fazia algum tempo que queria ler O livreiro de Cabul, para quem me conhece há mais tempo sabe o quanto as histórias do oriente médio, assim como o do leste asiático me interessam, mas foi só depois de uma publicação da Stephanie (disponível aqui) que eu realmente fui atrás da obra, que nem lembrava que tinha escondida na estante :p

O livro foi escrito pela jornalista norueguesa Åsne Seierstad, depois da queda do regime talibã no Afeganistão, quando ela, em 2002, viveu por três meses com a família de Sultan Khan – o livreiro da história. O modo como Seierstad nos apresenta as histórias relacionadas à Khan é bastante interessante. A cada capítulo a jornalista aborda uma questão (casamento, costumes, mulheres, educação, religião), tendo como foco central algum dos familiares do livreiro.

Confesso que essa leitura foi uma das mais lentas que fiz, porque, ao saber que as histórias são reais, como num estudo etnográfico, senti dificuldades em digerir certas passagens, principalmente aquelas voltadas às mulheres. Para uma pessoa idealista – e muitas vezes ingênua – como eu, é difícil aceitar que as mulheres, em outros lugares do mundo, ainda são vistas como mercadorias.

Àqueles que gostam de histórias baseadas em fatos reais, carregadas de conteúdo histórico, social e emocional, recomendo a leitura de O livreiro de Cabul. Em breve pretendo ler a obra Eu sou o livreiro de Cabul, a fim de ter outra perspectiva a respeito dos fatos narrados por Seierstad.

Autora: Åsne Seierstad
Tradutora: Grete Skevik
Editora: Record
Ano: 2006
Páginas: 316

na minha estante: Plutão

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Há algum tempo atrás – mais precisamente um ano em outubro – conheci a história de August Matthew Pullman, um menino Extraordinário com características e experiências que me fizeram repensar diversos valores e amizades, principalmente não julgar um livro pela capa.

Quase um ano depois, ao descobrir Plutão, um spin-off de Extraordinário, redescobri a sensibilidade de R. J. Palacio em abordar um tempo tão delicado quanto a deficiência. Em Plutão, Palacio traz a história de Christopher Angus Blake, melhor amigo de Auggie, que por diversas razões acabou se afastando do amigo de infância, e quando digo que é de infância é bem lá do comecinho, visto que as mães são amigas antes mesmo dos meninos nascerem, e precisam de alguma forma lidar com essa nova situação.

O distanciamento ocorre primeiro porque Christopher muda-se com os pais para longe da família Pullman e, como sabemos, a distância, assim como o cotidiano agem, muitas vezes, de maneira negativa nos relacionamentos, o que os afastou pouco a pouco. Contudo essa história não é sobre distanciamento, tal qual Plutão longe da Terra, mas sim sobre como os laços que existem podem perdurar apesar de tudo.

Àqueles que leram Extraordinário – o primeiro livro da série – Plutão, provavelmente, os fará sorrir, tal qual o primeiro livro. Aos que não leram, aconselho ler primeiro Extraordinário e depois descobrir outros pontos de vista nos spin-offs: O capítulo de Julian e Plutão, vocês não vão se arrepender.

Autor: R. J. Palacio
Tradutora: Rachel Agavino
Editora: Intrínseca
Ano: 2015
Páginas: 90

na minha estante: A mulher silenciosa

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Num belo dia, ao entrar na Livrarias Curitiba para fuçar a pilha de livros em promoção a partir de R$ 9,90 encontrei esse livro entre as muitas edições de livros de receitas (sempre em promoção) e outros muitos que no momento não me chamaram atenção. A capa numa aura de suspense atraiu meu lado curioso e me rendi ao livro, que apesar de não estar pelo preço mais baixo, não estava num valor absurdo. Voltei pra casa o lendo no ônibus.

A mulher silenciosa é uma ficção psicológica/criminal, escrita pela canadense Susan Harrison -também conhecida como A. S. A. Harrison – que conta a história do casal Jodi e Todd. Ela psicóloga e ele um empreendedor. E logo de início Harrison joga para nós a questão sobre Jodi que orienta toda a narrativa.

Apesar de saber desde o início para que caminho a história se desenrolaria, isso só aumentou a minha curiosidade para saber quais seriam os passos que levaram a personagem para esse desfecho e confesso que gostei muito do modo como a história foi contada. Para mim, a impressão é a de que Harrison não era apenas uma narradora onipresente, mas também onisciente, do tipo que ainda parece julgar suas personagens. Algo novo para mim!

Acredito que aqueles que gostem de histórias de suspense, crime e perfis psicológicos intrigantes, A mulher silenciosa é uma ótima escolha.

Autor: A. S. A.  Harrison
Tradutor: Alexandre Rapos
Editora: Intrínseca
Ano: 2014
Páginas: 256

na minha estante: Expresso Zahar

  • As cinco sementes de laranja de Sir Arthur Conan Doyle (2012);
  • Chapeuzinho Vermelho de Charles Perrault (2012);
  • A história dos três porquinhos de Joseph Jacobs (2014);
  • A princesa e a ervilha de Hans Christian Andersen (2014);

As quatro obras citadas acima fazem parte da coleção da Editora Zahar, conhecida como Expresso Zahar e tem como objetivo trazer contos, histórias e fábulas de autores famosos em mini cápsulas de leitura. 

No site da Amazon encontrei essas e outras obras distribuídas gratuitamente e outras da coleção por valores bastante acessíveis, não tem desculpa para não ler. Mas confesso que das quatro histórias, gostei mais da escrita por Sir Doyle, e a que menos gostei foi a do Hans Christian Andersen.

na minha estante: Sejamos todos feministas

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A obra publicada pela editora Companhia das Letras na verdade é uma adaptação do discurso da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie no TEDx Euston, que conta com mais de 1 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé (você pode conferi-lo aqui). Para mim, este discurso é um relato que aponta como muitas coisas ainda precisam mudar para que tenhamos um mundo mais justo e quem sabe até pacífico, onde mulheres e homens serão tratados com equidade e respeito. A leitura é bastante rápida, mas nem por isso perde seu poder de nos fazer refletir. Li o discurso disponibilizado de graça pela Amazon no Kindle, mas também é possível conferi-lo no vídeo acima. Acredito que vão gostar!

Autora: Chimamanda Ngozi Adichie
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2014
Páginas: 46

na minha estante: Laranja Mecânica

Capa da nova edição do livro Laranja Mecânica

Como diria Alex, o personagem desta história criada pelo inglês Anthony Burgess, este livro é horrorshow, em vários sentidos, principalmente a linguagem utilizada por Alex e seus drugues  (gíria nadsat criada por Burgess).

E como há tempos não acontecia, tenho medo de dizer alguma coisa e estragar a experiência de vocês com o livro (apesar de saber que muitos já assistiram o filme). Para mim foi um momento de muitos sentimentos, principalmente em relação ao protagonista da história. Por vezes fiquei tão ansiosa, mas não conseguia parar de ler. Então, para não gerar ainda mais expectativas (porque eu sei como podemos nos frustrar com isso), deixo aqui a pequena resenha do livro:

Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma resposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex – soberbamente engendrada pelo autor – empresta uma dimensão quase lírica ao texto.

Autor: Anthony Burgess
Tradução: Neloson Dantas
Editora: Aleph
Ano: 2012
Páginas: 352