Segredar

“Foi no coração de todas essas Nathalies, que eu resolvi me esconder”.
A delicadeza do amor

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Foi num jardim, numa primavera, num dia quente e ensolarado, ao ouvir os ventos balançarem as árvores que percebeu que ali era o seu lugar. As poucas nuvens brincavam de esconder o sol e ele preenchia todo o espaço possível com seu calor e alegria. Estava feliz. Gostava de dias imprevistos, não planejados, mágicos.

Foi num dia assim, meio invertido que no verso ela encontrou o avesso perfeito. Não precisavam de muito, nunca foi questão de quantidade: um olho no olho, sorrisos livres e abraços intermináveis eram o suficiente para abastecê-los.

Sempre os admirei por isso.

Se já era encantador vê-los, quem dirá sê-los.

Quixotesco

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era de lata
latão
parafuso
composição que
li
mi
ta
va
os movimentos
mas não impedia de sonhar
de acreditar
correr atrás do impossível
mudar a história
mesmo sendo de lata
latão
queria mudar
o mundo
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Homem também chora

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Era alguma coisa no olhar, não sei explicar. De repente me via e punha-se a chorar como um menino. Era lindo. Também, quem poderia dizer que não era motivo de choro, um momento como aquele deveria ser eternizado em sentimentos como esse: alegria. Não me contive e pus-me a chorar com ele. Era lindo. Não tinha o que discutir, os olhos iluminados, um sorriso contagiante e palavras que nem precisavam ser ditas, mas foram tecidas tão docemente junto aos outros pontos que não tinha como ignorá-las. Elas expressavam tudo aquilo que os olhos e o sorriso já gritavam: amor. Não tem o que discutir, em momentos como esse é que se percebe do que uma relação é feita: o corpo todo mostra o que há no coração e na mente, às vezes só com um sorriso bobo, outras com lágrimas nos olhos, às vezes os dois.
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Imagens: Razões para acreditar

Pausas

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Era fim de tarde quando ela se sentou no fim do deck para admirar as primeiras estrelas que apareciam no céu de verão. Os pontinhos brancos em meio a algumas nuvens eram sempre novas descobertas – por mais que sempre fizesse aquele ritual quando estava cansada ou precisando de um tempo para pensar. Ele sabia que quando Ella estava querendo espaço, corria para ficar com os pés na água, lendo ou ouvindo música. Ele não ousava interrompê-la. Pelo menos não até aquele dia, quando a viu de longe, entrar na água mesmo estando escuro lá fora. Essa atitude era nova e aquilo causou certo desconforto. Ele saiu correndo de casa e simplesmente se jogou na água, mas ela estava tão tranquila, flutuava na água como se estivesse voando no céu. Estava tranquila e levou um susto quando o viu de roupa e tudo na água, olhando-a desesperado. A única coisa que lhe restou foi rir. E ele, encabulado, riu com ela. As coisas aos poucos voltavam ao normal.
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Química

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Se agarra em mim e não vai mais embora. Não abre nem a porta que é pra não deixar a dúvida entrar. Agarra em mim e diz que me acha linda e que não me adora. Não me adora porque não me quer ver num pedestal, só me quer perto de ti pra te amar. Se agarra em mim e me faz gargalhar, caindo no chão pra me abraçar, me beijar, me olhar, me abençoar. Agarra em mim e fica assim, que eu nunca mais vou deixar você me soltar.
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Os Ladrões de Coração

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Ontem (27/10) tivemos o lançamento do curta Os Ladrões de Coração na Cinemateca de Curitiba. Foi lindo. Foi lindo ver a casa cheia e a emoção de todos que trabalharam um ano inteiro para construir uma história maravilhosa em 20 minutos. É realmente muito bom fazer parte do trabalho do pessoal do curso de especialização em Cinema da FAP. Eles se empenharam muito e não mereciam nada menos do que sucesso. Parabéns a todos e parabéns pela linda homenagem a nossa querida Dona Anita, There Postui! Ela assistiu de camarote!
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