Olá, Maio

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Tudo bem com você? Quanto tempo não nos falamos, faz o quê, quase um ano desde nossa última conversa? Acredito que seja algo em torno disso. Das recordações que tenho da última vez que nos vimos são poucas as coisas que consigo lembrar. Interessante prestar atenção na ação do tempo. Quando olho pra você sinto que mudei muito mais que você.

O seu primeiro dia iniciou como de costume, um pouco frio, meio nublado, mas de repente, durante a tarde, um sorriso surgiu no céu e tornou o clima agradável. A noite veio e seu brilho partiu com o sol. Ficamos novamente gelados.

Bem, eu não queria parecer grosseira ao dizer que você não mudou em nada, na verdade você tem tantas coisas boas que não vejo mesmo razão para que mude. Seu clima aparentemente instável nos permite uma certa preparação para os meses gélidos que vem pela frente. Obrigada por isso! Faz com que as mudanças se tornem mais fáceis. E falando em mudanças, acredito que eu mudei bastante, não é só o cabelo e as novidades. É muito mais, algo que começa aqui dentro – no coração – e de alguma forma mágica transparece aqui fora. Entende? Talvez por isso eu imagine que você não tenha mudado em nada, talvez seja porque eu tenha mudado bastante.

Não sei o que te dizer, só gostaria mesmo de te agradecer, por me dar essa oportunidade de clareza e espaço para análise e autoconhecimento. Sei que você é um mês muito bom e propício para isso, então, gratidão por todas as reflexões e calmarias que você trouxe – e traz – para a minha vida.

E hei, vê se não some. Vou tentar fazer o mesmo.

Com carinho,

Ella

Love song for no one

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Cartas e mais cartas para ninguém. Papéis amassados espalhados pelo quarto, canetas sem tinta, mente sem ideias. Fico a escrever e escrever cartas para ninguém, esperando um dia, quem sabe, que essas cartas encontrem um destino. Talvez seja a Lua cheia me puxando pra cima, me fazendo acreditar em histórias de amor. Talvez seja esse céu sem nuvens que parece me dizer que tudo ficará bem, que nada de mau vai me acontecer. E então continuo aqui, a escrever cartas de amor para ninguém.

Ella
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Clinomania

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“Eu vou te acompanhar de fitas
Te ajudo a decorar os dias
Te empresto minha neblina
Vamos nos espalhar sem linhas
Ver o mundo girar de cima
No tempo da preguiça”
Cícero – Tempo de pipa.

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Bilhetes que ela não enviou:

“Eu te empresto essa minha obsessão por ficar na cama, a gente a divide, também o travesseiro, a coberta, a vista, tudo, e passa o dia todo tentando entender o porquê de gostar tanto de ficar assim, se olhando, se admirando, se gostando sem falar nada. O que você acha?”
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Minhas palavras

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(imagem meramente ilustrativa, porque está impossível ler com o caderno nessa posição)

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Esse é meu caderno de escritas atualmente, ganhei de aniversário do Ian. Lindo né? Muitas linhas em branco para serem preenchidas ainda. Mas, algumas poucas já contém tinta, palavras e coisas que eu gostaria de dizer, e então eu escrevo. Gostaria de mostrar pra vocês, “pela primeira vez na história desse blog”, a minha letra. Ela é minúscula. Tá, ela não é minúscula, ela só é bem pequenina. Espero que vocês consigam ler, qualquer coisa, se estiver muito difícil me avisem que eu posto o texto na íntegra aqui.

(Clique na imagem para ler o texto de hoje)
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30, a idade do sucesso

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Sempre sonhei com o meu futuro. Aos 26 eu já estaria morando num loft não muito grande, nem muito pequeno. Ele seria bem organizado, cheiroso, cheio de livros e discos. A cozinha seria o centro de toda a movimentação do loft, recebendo amigos e jogando conversa fora. Eu teria o trabalho dos sonhos, quem sabe como revisora ou editora de uma importante Editora de Livros. A noite quando eu chegasse em casa encontraria meu cachorro me esperando na porta, checaria a secretária eletrônica e sairia com os amigos para algum evento legal. Quando chegasse de madrugada receberia uma mensagem daquele cara de quem eu gosto muito me perguntando se tinha chego bem em casa e quando nós iríamos nos ver. Aconteceriam coisas boas, coisas ruins e ele estaria ao meu lado. Aos 28 começariam novos planos. Aos 30 aconteceria algo incrível, entre nossos aniversários que era pra ficarmos com a mesma idade. E a vida continuaria, cheia de coisas, coisas boas e ruins, e nós sempre teríamos novos planos, sempre.
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Como eu gostaria que as coisas fossem

Ouvindo a-ha – Mary Ellen Makes The Moment Count
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Faz alguns dias que venho ensaiando algo para escrever no blog. Acredito que tenha saturado minhas ideias enquanto estive na casa da minha avó e também tenho pensado demais no que fazer daqui pra frente sem conseguir me desligar a ponto de escrever algo decente para ser publicado aqui. Então, resolvi fazer um post diferente. Através de imagens gostaria de lhes dizer como eu gostaria que as coisas fossem. Espero que gostem, se não gostarem, gostaria muito de ler a opinião de vocês.

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