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Faz alguns dias que assinamos aquele mês grátis na Netflix e estamos usufruindo de filmes, séries e, de forma especial, dos documentários que há tempos queríamos assistir e também aqueles que eram novidades para nós. Hoje eu gostaria de compartilhar alguns deles com vocês:

SOBRE HUMANIDADE

Happy nos leva em uma jornada pelos pântanos da Louisiana, EUA, às favelas de Calcutá, IND, e muitos outros lugares espalhados pelo mundo, em busca do que realmente faz as pessoas felizes. Combinando histórias reais de pessoas ao redor do mundo e poderosas entrevistas com cientistas especialistas em pesquisas sobre felicidade, o documentário explora os segredos por trás de nossa mais estimada emoção.

SOBRE MUDANÇAS

Parte viagem de carro, parte manifesto de autoajuda, Fat, Sick & Nearly Dead desafia os formatos tradicionais de documentário para apresentar uma história não convencional e inspiradora sobre dois homens, obesos mórbidos, que perceberam quem é a única pessoa capaz de salvá-los dessa doença cada vez mais comum no mundo.

SOBRE LIBERDADE

GMO OMG é um documentário sobre Alimentos e Organismos Geneticamente Modificados (transgênicos) e a “verdade” sobre a indústria alimentícia. Criado por Jeremy Seifert, um pai que por meio de crônicas sai em uma missão para descobrir a “verdade” sobre comidas geneticamente modificadas, como a perda de diversidade de sementes e os laboratórios que realizam as alterações genéticas em alimentos podem afetar seus filhos pequenos, a saúde do planeta e a nossa liberdade de escolha em todos os lugares.

Nota

E agora um poema

E com um passo adiante
bem longe e distante
no fogo da Montanha Solitária
imensa e nada ordinária

caminharei com orgulho
para salvar Erebor
daqueles que ousam
roubar no escuro
os maiores tesouros que já vi nesse mundo

e nem Smaug, o dragão
com o seu tamanhão
me proibirá de ajudar meus irmãos
e o Hobbit, esse pequeno ladrão
em sua missão de campeão.

Poema que havia escrito para
o concurso #HobbitFanContest

na minha estante: Bling Ring

Capa Bling Ring

Na contramão de muitas de minhas leituras, Bling Ring veio às minhas mãos por meio da vontade (e incentivo) de saber mais sobre a “Gangue de Hollywood”. O fato de curtir biografias fez com que o interesse fosse ainda maior.

Meu primeiro contato com a história aconteceu por meio do filme de Sofia Coppola, lançado no ano passado (2013), baseado no artigo de Nancy Jo Sales para a Vanity Fair, “Os suspeitos usavam Louboutins“, que conta a história de adolescentes acusados de invadir, roubar, usar e vender roupas, relógios, quadros, drogas e outros bens de celebridades americanas, em Hollywood. Não nego que num primeiro momento, ao sair da sala de cinema, minha visão do filme era pura e simplesmente: “quanta futilidade”. Tudo parecia tão irreal que chegava a parecer forçado. Eu me perguntava: “por que jovens, aparentemente bem financeiramente, precisavam ou desejavam roubar celebridades? De onde vinha essa vontade? Por que fazer isso?”.

A fim de responder essas e outras questões, Nancy Jo Sales publicou Bling Ring, um retrato da Gangue de Hollywood, mas um retrato que vai além das vidas desses adolescentes, ela também aborda a crise da atual sociedade americana, que há anos parece venerar a fama e o “estilo de vida” das celebridades, muitas vezes conquistado de maneira rápida e sem muito esforço, que elevou pessoas “comuns” ao estrelato, seja por meio de vídeos de sexo que caíram na rede ou reality shows como American Idol ou The Hills. Em seu livro, Sales nos apresenta números e mais números, assustadores, sobre a maneira como as celebridades e o mundo glamouroso são vistos pelos jovens e o quanto e como isso afeta a vida de cada um de nós – muitas vezes atingindo a autoestima e o modo como a juventude quer ser vista pelos outros.

A fama, o estrelato ou o não ser anônimo parecem ser os novos sonhos juvenis. Fica claro, pra mim, que com o surgimento das mídias sociais, ficou ainda mais “fácil” alcançar certa fama, o que não tornou nada fácil a vida de artistas que buscam a privacidade. Item esse que parece ter virado artigo raro.

A falta de privacidade (e também a de bom senso) fez com que tudo alcançasse uma exposição ainda maior, todos parecem sentir uma estranha necessidade de se afirmar e de divulgar onde estão, com quem e o que estão fazendo. Informações que são “ouro” para sites de fofocas e colunas sociais como o TMZ (que acompanhou de perto a Bling Ring), que ganharam mais destaque e visibilidade nos últimos tempos.

O que ganhamos sabendo o que e com quem determinado artista saiu? O quão relevante é saber que marca determinada celebridade consome? Por que nos importamos com esse tipo de “notícia”?

Sales tenta responder essas questões e é interessante ver a linha de raciocínio desenvolvida pela jornalista para construir a história do caso Bling Ring. Estamos a todo momento sendo bombardeados por “matérias” que tratam pura e somente dos padrões de vida das celebridades, ou ainda que definem o “modo certo de se vestir”, onde comer ou estudar, e estamos sendo influenciados a agir como robôs, sem pensar, apenas replicando um modo de vida que não condiz com quem somos, muito menos com o que podemos (e queremos) consumir. E é aí que está a chave.

Os jovens da Gangue de Hollywood, a todo momento influenciados por uma cultura de culto à celebridade, viu nos roubos uma possibilidade de alcançar um “estilo de vida” parecido com o das estrelas que eles idolatravam, sem precisar trabalhar por isso. Claro, um roubo vai muito além do simples desejo de ter determinada marca. O roubo ultrapassa o bom senso, pula o muro dos limites e das regras de convivência em sociedade, invadindo e escancarando o espaço do outro. Durante a leitura me peguei pensando: “por que querem tanto ser que nem o outro? Por que querer adotar um modo de vida tão doentio para si?”. É quase como se eles tivessem sofrido uma lavagem e estivessem doentes por ser outra pessoa.

O fato de uma celebridade ser uma pessoa pública não a torna um exemplo a ser seguido. Onde estão os limites? Não existe. Para muitos que sonham com a fama, a falta de privacidade, por exemplo, é apenas um efeito colateral de ser famoso e rico, duas características que vencem todo o resto.

E foi por ir atrás de tudo isso, por perseguir com tanta ferocidade a fama, o dinheiro e o “estilo de vida” das celebridades que a Bling Ring chegou onde chegou. Acredito que Nancy Jo Sales escreveu de maneira bastante interessante as atuais condições da sociedade americana (e por que não, brasileira também), onde o fascínio pela vida das celebridades e a vontade de ser como elas está nos cegando, fazendo com que pessoas que agem errado, tornem-se ídolos, como, inclusive, aconteceu com os jovens da gangue, que ganharam reality shows, páginas dedicadas no Facebook e comentários positivos a respeito de como são bonitos ou se vestem bem, mesmo quando isso aconteceu porque estavam roubando.

Àqueles que curtem uma leitura mais jornalística, recomendo e muito conhecerem esse trabalho de Sales, é uma reflexão que vale muito a pena.

Autora: Nancy Jo Sales
Tradução: Andrea Gottlieb, Cláudio Figueiredo, Lourdes Sette
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Ano: 2012

Na minha estante: Razão e Sentimento

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Segundo livro da Jane Austen que eu leio e mais uma vez posso dizer que o livro é ótimo. A história das irmãs Dashwood e os seus posicionamentos diante de diversas questões da vida é o que norteia Razão e Sentimento (a.k.a. Razão e Sensibilidade). Não há meio-termo nas atitudes das duas, Elinor é a mais velha, 19 anos, e toma suas decisões todas pautadas na racionalidade, inclusive quanto ao coração, já Marianne, 16-17 anos, é toda emoção, cada passo que dá não é pensado, apenas sentido, e por vezes sentido ao extremo, parecendo-me até um pouco de obsessão e irracionalidade. Mas o mais importante é que as duas, seguindo seus próprios princípios amadurecem.
Se você procura um romance de Jane Austen sem um final feliz, por enquanto, desista, assim como Orgulho e Preconceito, Austen parece não permitir que depois de tantas situações difíceis suas protagonistas fiquem sem um felizes para sempre.

Cinematografia: Filme (1995) e Série (2008), a série é um primor, os atores são excelentes e bem parecidos com as personagens, o filme não me conquistou da mesma forma.
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Nota: ★ ★ ★ ★ ★ 
Autor: Jane Austen
Editora: L&PM Pocket
Páginas: 400
Ano: 2012
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Os Ladrões de Coração

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Ontem (27/10) tivemos o lançamento do curta Os Ladrões de Coração na Cinemateca de Curitiba. Foi lindo. Foi lindo ver a casa cheia e a emoção de todos que trabalharam um ano inteiro para construir uma história maravilhosa em 20 minutos. É realmente muito bom fazer parte do trabalho do pessoal do curso de especialização em Cinema da FAP. Eles se empenharam muito e não mereciam nada menos do que sucesso. Parabéns a todos e parabéns pela linda homenagem a nossa querida Dona Anita, There Postui! Ela assistiu de camarote!
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Dia 42: Uma foto que represente sua música preferida

27.  Um péssimo filme: Loucademia de Polícia

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Já descobriram qual música é? Tá fácil.
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