Eu sei que o mês está quase acabando, mas só agora encontrei tempo e ânimo para voltar a escrever. Sendo assim, gostaria de compartilhar alguns aprendizados e embates vividos nesse ano que passou.

Saúde e bem-estar

Uma das coisas das quais mais me orgulho é o campo da saúde. O ano passado foi um ano de mudanças muito positivas, a começar pelas práticas esportivas. No segundo semestre do ano (antes tarde do que mais tarde), o Lucas e eu começamos musculação e natação na universidade, segunda e quarta para nadar e terça e quinta para malhar.

Além disso, começamos a usar a bicicleta como meio de transporte: só ir e voltar da uni já somava 12,8 km diários de atividade física. Ademais, economizamos juntos 17 reais por dia, o que no fim do mês representa metade de nossas bolsas. Tudo isso fez com que eu me sentisse muito mais disposta e por que não, mais contente com o meu corpo. Parei de tomar refrigerante há algum tempo e as raras exceções que abri para a bebida só revalidaram a minha decisão em não consumi-la mais: corpo pesado. Além disso, reduzi o consumo de sal e açúcar e recorro a outros ingredientes para temperar a comida: outro quesito importante pra mim, e acredito que para o Lucas também, que começamos a consumir menos coisas industrializadas e passamos a cozinhar mais em casa e levar alimentos saudáveis para a aula. Contudo, no meio de tanta coisa boa, minha mente foi um pouco negligenciada.

Sem praticar Yoga há alguns meses, agora que tenho mais tempo livre, percebo que o campo mental ficou em segundo plano, pois enquanto estou super ocupada com todas essas atividades e mais as tarefas da universidade, vou sobrevivendo. Agora, abre uma brecha na agenda pra eu pensar em outras coisas: um mar de negatividade me atinge e não sei como lidar. As férias foram um pouco isso, perceber o quanto me saboto quando estou longe das paredes da universidade. É triste como não me permito relaxar e aproveitar, como me culpo por momentos de ócio e lazer. Isso é algo que quero mudar. Fato que me traz a seguinte reflexão:

“Se a sua compaixão não inclui a si mesmo, ela é incompleta”.

Buda

Universidade

Falando em como a universidade está fortemente relacionada ao meu dia a dia, 2017 começou de um jeito meio difícil pra mim. Minha ansiedade generalizada já me importunava em janeiro sobre os desafios que eu viria a enfrentar no 5º e 6º semestres da faculdade, em específico, a prática docente. Com isso, meu aniversário foi celebrado no hospital e depois em casa, sendo cuidada pelo namorado.

Sempre fugi dessa ideia de dar aula, mesmo ao entrar no curso de Licenciatura em Letras imaginava que seria possível, de alguma forma, passar pela sala de aula “ilesa” e encerrar o curso em uma cadeira como revisora. Contudo, apesar do medo, da ansiedade e da cobrança ferrenha que deposito em mim, dar aula foi um daqueles acontecimentos incríveis com os quais nunca sonhamos na vida. Acompanhar, mesmo que brevemente, o desenvolvimento dos estudantes é uma das melhores sensações que já tive na vida. E ser cumprimentada por eles nos corredores da universidade, um carinho gostoso no coração e uma validação do trabalho que venho desenvolvendo há 3 anos (e claro, no ego e na vaidade também). Descobri que posso muito como professora e que isso é tão prazeroso quanto revisar.

Além disso, meu trabalho acadêmico me levou para um novo campo: a Iniciação Científica. Em Comunicação não pude experimentar essa oportunidade, mas em Letras, estou – ainda que em passos lentos – entendendo como funciona a pesquisa e me permitindo expandir os horizontes, visto que participo de dois grupos de estudo distintos dentro da universidade: um de linguística e outro de literatura. Agradeço imensamente os professores que acreditaram em mim nessa caminhada.

Trabalho

Além do campo acadêmico, o campo profissional passou por pequenas transformações: o foco continua sendo os estudos. Por conta disso, continuei com meus projetos como freelancer em revisão e estagiei por alguns meses na biblioteca da Universidade, recolhendo, registrando e repondo os livros nas estantes. No entanto, o que valeu mesmo foram as pessoas que conheci e que hoje tem um lugar muito importante na minha vida. Sendo assim, a amizade é outro quesito que me provocou muito no ano passado.

Amizade

Foram algumas crises e algumas boas lágrimas derramadas no colo do namorado sobre qual é o verdadeiro significado de amigo e amizade. Como boa pisciana que sou (sinto muito se você não acredita nem um pouquinho em signos), tenho muita dificuldade em encerrar ciclos. Uma das minhas maiores dificuldades foi perceber que eu não tinha mais coisas em comum com grande parte das pessoas com quem eu estava acostumada a interagir. Não foram poucas as vezes que chorei e me senti culpada por não falar com as amigas da outra faculdade, por não sair com elas ou os meus amigos de infância. Por um momento quase culpei meu relacionamento por esse afastamento. No fim, depois de meditar no fim de ano, a avaliação é: é natural o afastamento, porque assim como não somos mais os mesmos, nossos amigos também mudam e com isso a dinâmica do relacionamento também. Ainda dói pensar que não faço parte de certos núcleos, mas é bom ver que núcleos novos se formaram e que antigos ainda permanecem íntegros apesar do distanciamento. Amadureci muito com isso.

Falando em amadurecimento, acho que esse post já está grande o suficiente… No próximo posso, talvez, falar do que uma temporada longe de casa, praticamente morando e gerindo uma casa própria ‘sozinha’ fez por mim.

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2 thoughts on “

  1. Meh que saudades que tava dos seus escritos. Abri o blog hoje pensando, será que ela atualizou?
    E mesmo sem nos conhecermos pessoalmente fico encantada com o quanto nos parecemos. Estou de volta aos concursos da vida e me sinto extremamente culpada quando não estou estudando. Algo que estou trabalhando e mudando alguns hábitos e revendo minhas rotinas. Nossa mente também precisa de descanso. Espero que esteja tudo bem contigo.
    E espero que você escreva mais vezes.
    Beijão

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