Dos cotidianos imagináveis #8

0eef8427ef1c2e325463c159a948dc4bEla deixa a porta aberta, apesar de insistir não ser preciso que volte. Pensa ser melhor não voltar. As paredes do apartamento angustiantemente claustrofóbicas imitam as de sua garganta: parecem querer se abraçar. As marcas dele ainda não deixaram o travesseiro e ela acabou voltando a fumar. Talvez ele tenha notado ao passar. Não existe um só dia de janela fechada por ali. Tudo está escancarado. É só querer enxergar.

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