Nota

o(ração) criogênica

Com as ferramentas que possui, começa a esculpir o objeto disforme em si: estranho artefato pulsante preenchido por gélidas desesperanças de um horizonte azul. Mal nasce, já morre. Perde logo no primeiro sopro as unhas antes só roídas; o líquido carmin  escorre profanando o relógio de areia; bolhas saltam em uma manifestação de emoções violentas. A língua fervente afoga o grito que nasce nas entranhas. Mudos os olhos fitam a parede calfinada. A imponente torre de outrora – tronco firme da espinha – rui às suas costas; segue alicerçando o velho castelo de cartas. Corcunda e desajeitado nota pela primeira vez: ter pés.

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