na minha estante: O Alquimista

Quando começa o seu entendimento de um livro ou de uma história? De que maneira se inicia a sua relação com esses mesmos elementos? Quando ouvi falar pela primeira vez de Paulo Coelho – não lembro nem onde, nem quando -, tudo o que ouvia era um discurso preconceituoso. Acredito que temos muito disso e “chutamos” muito os artistas vindos de nossa própria terra – ainda bem que isso vem mudando. Então, meu primeiro contato com o Mago deu-se num terreno permeado de preconceitos. Preconceito esse que sempre me fez ter muita curiosidade sobre sua obra e o motivo de tantos falaram negativamente da leitura que se faz de Coelho.

Ao passear pelas estantes de livros em um supermercado aqui em Curitiba encontrei, entre as centenas de títulos, o livro O Alquimista e decidi trazê-lo para casa comigo para resolvermos logo esse assunto de anos. E não me arrependi. O livro é, como bem disse Paulo Coelho em suas notas iniciais, um livro simbólico, recheado de pensamentos e reflexões atribuídos a personagens cujos nomes desconhecemos: o pastor, o rapaz, o comerciante, a filha do comerciante, o Inglês, o Alquimista, entre outros, mas com os quais ainda somos capazes de nos identificar.

Posso dizer que o livro me conquistou e que ao final da leitura minha vontade era de que a história continuasse. E talvez ela continue, fora do livro, na vida diária e em minha própria busca, pois o Alquimista trata principalmente do Universo, dos sinais que ele nos dá e a busca e realização de nossa Lenda Pessoal. Ensina também que é importante conhecer e ouvir o próprio coração e que amor verdadeiro não prende nem sufoca, mas estimula e encoraja.

oalquimistaSem jamais compreender que o Amor nunca impede um homem de seguir sua Lenda Pessoal. Quando isso acontece, é porque não era o verdadeiro Amor, aquele que fala a Linguagem do Mundo. (COELHO, p. 131).

Assim como essa, existem diversas passagens lindas, com mensagens que nos fazem pensar, mas alerto novamente que toda a simbologia está pautada em metáforas e para quem não gosta desse tipo de linguagem, O Alquimista pode não ser o texto que mais te agrade. Mas eu, uma fã convicta do poder das metáforas e parábolas, fui pega pela história do rapaz que buscou sua Lenda Pessoal.

Autor: Paulo Coelho
Editora: Sextante
Páginas: 176
Ano: 2012

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6 thoughts on “na minha estante: O Alquimista

  1. Foi o primeiro livro dele que li, lá pelos meus 13 anos. É um livro muito lindo. Depois leia O Diário de um Mago. É muito bacana também.
    A questão do preconceito vem do fato de alguns de seus livros serem muitos clichés (mas quem não o é?) e também porque rolam boatos que uns 3 livros dele são plágio de escritor do leste europeu que agora não me recordo o nome, mas assim, nunca foi comprovado. Além desses dois livros, eu li Onze minutos. Gostei também.

    1. Obrigada pelas sugestões e pelos esclarecimentos, Sté. Concordo contigo, o livro é lindo e o clichê está aí para nos mostrar que às vezes uma coisa é muito batida e mesmo assim não corremos atrás de realizá-lo, fica apenas na falácia!

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