Dia do Blog

Vi o mundo por dentro do canudo e tive um pensamento provisório de que letrinhas dispersas contavam à .laurel. que toda história vale a pena, inclusive quando estamos ocupados – Beschäftigt e até as de autor sem sobrenomeEm algum lugar do mundonossos romances serão partículas em um núcleo de vivência teatral, produzindo contrastes imperfeitos para depois parar, quem sabe, no Blog do Escritor. Que neste Dia do Blog possamos escrever e conhecer diversas histórias e caminhos, inclusive pra você que nasceu em 87 ou até bem antes disso, em a series of serendipity.

Para encher os olhos e o coração

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Ela não sabia o que pensar, não sabia para onde ir, ou com quem falar. Ela não sabia o que esperar, não tinha ideia do futuro, mas gostava de sonhar. Ela não sabia a quem olhar, tinha medo de sofrer, mas queria amar. Ela não sabia o que tentar, não tinha onde se esconder, queria se entregar.

Tinha rimas na ponta dos dedos e sonhos na ponta da alma. Apesar de todos os problemas, seu coração a mantinha calma, às vezes batia forte, às vezes contava com a sorte, em alguns momentos desistiu de esperar, em outros esqueceu de falar, mas mostrou a ela o caminho certo. Por noites e noites, manteve-se perto, só pra velar seu sono e esperar o sonho com o dono daquele coração esperançoso.

Ela sabia exatamente o que queria, ser feliz, melhor que alegria de estar. Ser é melhor do que ter, é melhor do que estar, é maior do que esperar. Tudo o que ela sempre quis, ser feliz. E nem era tudo o que merecia, nem chegava a ser metade, mas sonhava só com a felicidade, mais nada.

Tinha versos no brilho dos olhos e sorrisos no brilho da esperança. E assim ela continuava vivendo, lembrando, sonhando, escrevendo… No fundo de seu coração era o amor que prevalecia, mesmo que naquele momento fosse tudo silêncio.

Do sr. Renan H. (2010).

Nada como encontrar pequenos paraísos por onde passamos
e grandes pessoas em quem nós nos espelhamos.

só lá mi fá dó lá si: canções

# favorita: Slow Dancing in a Burning Room do John Mayer
# que te faz feliz: Quase Sem Querer da Legião Urbana
# que te faz triste: Tears in Heaven do Eric Clapton
# que escuta quando está braba: New Shoes do Paolo Nutini
# que lembra alguém: Não vá embora da Marisa Monte
# que lembra um determinado evento: Let Your Loss Be Your Lesson de Robert Plant & Alisson Krauss
# que sabe de cor: Tal do Amor do Jay Vaquer
# que te faz dançar: Gonna Get Over You da Sara Bareilles
# que te dá sono: Whiskey Lullaby do Brad Paisley ft Alisson Krauss
# da banda favorita: Kryptonite do 3 Doors Down
# que ninguém espera que você adore: Du hast do Rammstein
# que descreve você: Far Far da Yael Naim
# que você gostaria de ouvir no rádio: Ladies and Gentlemen do City and Colour
# do seu álbum favorito: What a Makes a Man? do City and Colour
# que quer ouvir no teu casamento: She do Elvis Costello
# que quer que toque no seu funeral: Body in a box do City and Colour (Tem também a Gnossienne No. 1 do Erik Satie)
# um guilty pleasure: Aquela dos 30 da Sandy (Dias Iguais dela também com a Nerina Pallot)
# que gostaria de saber tocar: Never Going Back Again do Fleetwood Mac
# que te lembra a infância: Take Long Way Home do Supertramp

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Pessoas quebradas

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Com triste pesar, ainda recolhendo os pequenos e delicados estilhaços de algo que um dia ela pôde chamar de coração – agora só um punhado de peças perdidas e espalhadas por aí, provavelmente atrapalhando o caminhar descalço daquele alguém, por essas estreitas ruas que ela costumava usar para caminhar. A moça de sorriso fácil fechou-se dentro de si. Agora que está partida, quebrada tem medo de que as partes que lhe restam acabem partindo também. A solução foi permanecer onde está, quietinha, sem levantar suspeitas, para não dar chance que aconteça de novo. O quê? Você não soube? Ela está colando caquinho por caquinho, mas você sabe, leva tempo – oh, se leva – são tantos e ela já notou que alguns não encaixaram como deveriam. Sei que restou-lhe alguns vazios e um coração remendado, frágil a ponto de partir com um lágrima, então, por favor, a compreenda, se ela não vê mais a luz do dia ou não coloca o pé fora de casa, entenda, é só a insegurança dela a impedindo de tentar outra vez. Permita que ela seja precavida, mas faça o possível para mostrar a ela que as coisas podem ser diferentes. Nós sabemos, não é sua responsabilidade, mas não custa dar um empurrãozinho. Acredito que você saiba, pessoas quebradas ainda podem sentir e além disso, ainda são capazes de surpreender.
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Parte V – O olhar que não me sai

Jamais esquecerei daquela tarde fria de agosto, quando, depois de um dia terrivelmente chato e incrivelmente depressivo, eu, por muita sorte, encontrei aqueles olhos camaleões, delicadamente posicionados num rosto diabolicamente angelical, que até hoje não param de me fitar. Quando te conheci sabia que eu era o cara mais feliz do universo, por quê? Só por saber que havia no mundo alguém tão livre quanto qualquer flor silvestre, que nasce por aí sem precisar de auxílio. Tudo isso eu descobri quando te vi. E mesmo que você insista em dizer que é exagero da minha parte, eu sei que no momento em que te vi, soube que você era a garota mais incrível do mundo e que eu seria um tolo se não fosse atrás daquele belo par de olhos e daquele sorriso de fazer qualquer um se entregar. E eu estava certo, porque você me arrancou da minha vida miserável e trouxe um turbilhão de músicas, beijos, abraços e carinhos que eu jamais ousei imaginar. Você, que por tantas vezes diz que não – na sua sincera e apaixonante humildade -, trouxe espontaneidade ao meu espaço vil. Tornou-me raro. Grato por tudo isso procuro sempre mantê-la comigo. Ao me deitar não fecho os olhos até que os seus, depois de muito me olharem, tranquilizem-se e coloquem-se a dormir, a fim de que eu possa revisitá-los nos meus mais profundos e apaixonados sonhos.
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Mais em:
Parte VII – A tua canção favorita
Parte VI – De mãos dadas
Parte V – O olhar que não me sai
Parte IV – Ele sabe como arrancar um sorriso
Parte III – Paz velada
Parte II – É quem eu quero
Parte I – Sou o que você quiser
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