"Longas amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias"

“Não há solidão mais triste do que a do homem sem amizades. 
A falta de amigos faz com que o mundo pareça um deserto.”
Francis Bacon

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No último post eu falei sobre as amizades que aparecem virtualmente e que vão permanecendo, e durando, de alguma forma contribuindo para a nossa construção como pessoa. Hoje eu quero falar dos velhos. Falar daqueles velhos amigos e das suas grandes histórias e de como eles mudaram a minha vida.

Muitos que acompanham o meu blog há tempos sabe dessas minhas amizades duradouras. Algumas são sem pontos, sem reticências e quase sem vírgulas, elas já existem há tanto tempo que eu perco a conta de anos, meses e dias, é como se já estivessem integradas ao meu ser. Outras tiveram algumas vírgulas e reticências e graças não houveram pontos. Então vamos falar delas e me perdoem se o texto ficar muito extenso, é pra mostrar o quão compridas essas amizades são. Você ainda tem uma chance para desistir.

Vamos começar pelas amizades resgatadas, aquelas das reticências e vírgulas. Quando o meu irmão era pequeno, ele tinha vários bons amigos e eles muitas vezes se encontravam aqui em casa para jogar videogame. Geralmente nesses dias vinham só os amigos do meu irmão, para não lotar a casa e a minha mãe não ficar louca. Bom, eu não era uma irmã legal, então eu ia lá encher o saco deles e tentar jogar videogame junto, às vezes eu conseguia. Era divertido poder participar das brincadeiras deles. Até jogar futebol eu jogava. (Claro que às vezes acaba me machucando, mas acontece). Eu cresci rodeada por eles e adorava ver o quão forte a amizade deles era. Em um determinado momento, um dos meninos precisou se mudar para o Japão, com isso apareceu a primeira reticência, mas logo o contato voltou através da internet, após um tempo, cada um dos meninos seguiu para uma escola diferente e apareceu a primeira reticência. Mas no fundo a gente sabe que amizades verdadeiras perduram, mesmo nas distâncias e ausências. No ano passado, o menino do Japão, o Andre, voltou e veio de surpresa aqui em casa. Ele combinou comigo e pediu para que não falasse nada para o meu irmão, quando o Andre apareceu aqui em casa meu irmão ficou perdido e logo colocaram a conversa em dia como se os 6 anos longe não tivessem mudado nada, aos poucos, o Bruno, o Juliano e o Vinícius também foram reintegrados. E novamente parecia que nada havia mudado. Foi tão bom ver como a amizade deles é forte. Não importa distância e nem tempo, ela permaneceu. E hoje, um ano depois é engraçado ver como eles se tratam e como há carinho e respeito entre eles. Verdadeiros amigos e eu sou privilegiada por participar disso. Obrigada meninos!

Agora eu vou falar das amizades quase bíblicas de tão antigas. Vamos a primeira. A Patricia que agora está do outro lado do globo, em Praga. Ela é minha amiga mais antiga. Nos conhecemos na primeira série e a amizade dura até hoje. Esses dias eu abri minhas caixas de lembranças e encontrei umas cartas antigas dela e cartões postais. Em todas eu encontro aquele carinho e dedicação de velhas e boas amigas. É tão bom quando a gente encontra pessoas assim, que permanecem na nossa vida apesar de qualquer coisa: distância, crenças, mudanças… Agradeço todos os dias por ela fazer parte da minha história. Tem também aquele amigo que de tão carinhoso conquistou a família toda, o Ian já é meu amigo há tanto tempo que é como um irmão pra mim. Um irmão que escolhi e que amo muito, que tem uma mãe e um irmão incríveis, uma família que adotei por completa. Ele é como meu porto seguro. É pra ele que eu corro quando preciso de colo ou conselhos. E foi por ele que eu conheci o Vitor. Uma amizade que começou na fila do cinema e que hoje faz parte de filas de cinema, noites de filmes e fondue em casa, idas ao museu e muitas conversas e textos importantes. Uma amizade puxa outra e temos o Tarcísio. O Tar é aquele tipo de amigo que conquista a gente na primeira conversa. Lembro bem de tê-lo conhecido no aniversário do Vitor e depois de alguns copos e muita conversa parecia que eu já o conhecia uma vida toda. Por último nessa linha veio o Murilo, apresentado pelo Ian, ele é o mais novo, mas nem por isso menos importante membro desse grupo maravilhoso. Como sou grata por ele estar no meu círculo de amigos e por poder contar com todos eles.
Por último vem os amigos da faculdade. Primeiro a Thainá que eu já conhecia do cursinho e com quem eu não conversava muito, mas que na faculdade tornou-se uma pessoa tão importante que eu fico me perguntando por que não nos falávamos antes. Hoje eu acho que tudo acontece no tempo certo. Da faculdade também tem a Alyne, a Anne, a Nina e a Sissa, meus amores. A primeira é como se fosse uma filha, jamais esquecerei das manhãs no shopping e das diversas conversas sobre o nível de tripolaridade da Lyh. A segunda conquistou um espaço também importante no meu coração, sempre doce ela consegue nos ouvir e entender e ser sempre gentil. A terceira é minha irmãzinha e nada muda isso, mesmo que exista distância, tenho tantas recordações boas que nem sei como pontuá-las aqui. A última é aquela que mais me desafia, é com quem converso sobre livros, filmes e ideias, é a pessoa que marcou meu primeiro período com a famosa frase de “o povo é uma pedra”. Meninas, obrigada por existirem!
Acho que por hoje é isso gente, eu poderia ficar horas aqui escrevendo sobre a importância de cada uma dessas pessoas, mas eu sei que não é preciso, pois elas sabem disso. E para você que leu até o final: obrigada!
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Presença

“Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração. 
O essencial é invisível aos olhos. 
Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não deves esquecer. 
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” 
Antoine de Saint-Exupéry
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Às vezes a vida nos leva por um caminho onde, felizmente, encontramos pessoas incríveis e de maneiras diversas. Às vezes a vida nos felicita em providenciar que conheçamos pessoalmente essas pessoas incríveis, outras vezes nós os conhecemos de outra forma, virtualmente. E hoje eu vim aqui pra agradecer a presença dessas pessoas na minha vida. Cada uma delas de alguma forma contribui para que eu me torne uma pessoa melhor, algumas pessoas eu já conheço há anos, como o Erick, o Tiago, outra a vida nas mídias sociais fez com que por algum twitte sobre um filme eu pudesse conhecer, como o Jefferson, outros parecem que simplesmente apareceram como o Alexandre, a Rafa, a Stéphanie, todos companheiros blogueiros e também tem aqueles amigos que aparece um e depois parece que puxa mais um monte de gente, né Marcel? Graças a ele conheci a Thais, a Carol, a Ellen, o Rafa e mais um mundaréu de gente. Obrigada todos vocês e desculpem-me se esqueci alguém. São tantas pessoas que tem feito diferença na minha vida. Eu só gostaria de registrar aqui a minha gratidão. Obrigada por contribuírem das mais variadas forma na minha vida 🙂

Síndrome Amélie Poulain

“In such a dead world,
Amélie prefers to dream”.
Le fabuleux destin d’Amélie Poulain

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E é aquele querer ajudar em todos os momentos. Ajudar até mesmo quando não é convidada. É não saber dizer não. É não saber quando parar. É sempre buscar mais pessoas que precisem de ajuda. E é também esquecer de ajudar a si mesmo. É uma síndrome tão doentia quanto qualquer outra ela só não está catalogada nos pareceres médicos. Há de chegar um dia em que alguma cura será encontrada, quem sabe quando todo mundo alcançar níveis melhores de humanidade e respeito, quem sabe.

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(…)”Então, minha querida Amélie, você não tem ossos de vidro. 
Pode suportar os baques da vida. 
Se deixar passar essa chance, então, com o tempo, seu coração ficará tão seco e quebradiço quanto meu esqueleto. 
Então, vé em frente, pelo amor de Deus.”

Les Bouquinistes

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Impossível ir a Paris e não passear pelas Boîtes, dos Bouquinistes. Tantos livros, quadros, ilustrações, tanta vida. Les Bouquinistes exalam arte, amor, palavras, tinta e paixão. Impossível passar despercebido. Em frente ao Sena é possível passar horas viajando em histórias, seja de livros, quadros ou pessoas que você conhece passeando por ali ou que você observa ao longe e imagina o que se passa em seus momentos naquele lugar mágico. Não foi diferente com ela, chegando a Paris em um verão delicioso, Ella caminhou calmamente pelos 3km de bancas de cores e histórias, ao primeiro olhar já tinha se apaixonado. Paris e seus recantos tinham esses efeitos sobre as pessoas, encantar para que você nunca esquecesse de voltar. Com ela não foi diferente. Naquele dia fez um pacto com a cidade: não importa o que acontecesse, depois de alguns anos ela voltaria e recriaria seus antigos passos para ver o que tinha mudado. Talvez fosse a cidade, talvez o seu olhar, ou talvez tudo o que lhe aconteceu mudasse tudo, menos a vontade de voltar a Paris.
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