Quase fim de ano

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E começa mais um daqueles incríveis momentos de final de ano. Aquele que você decide que no ‘ano que vem será tudo diferente’. Mais um capítulo na série milenar da arte da procrastinação. Deixar pra depois, mentir pra si mesmo, postergar, adiar, refletir e não agir. Esse deveria ser um post onde peso tudo o que fiz e deixei de fazer, somo/multiplico/divido e jogo o que faltou na responsabilidade do próximo ano, redijo linhas e linhas de coisas que quero fazer em 2012, e digo que será diferente, é sempre assim. Mas como não quero levantar aqui minhas derrotas, e não quero supervalorizar minhas vitórias, esse fim de ano só farei uma coisa: não vou pedir nem um novo amor, nem dinheiro, nem sucesso e coisa e tal, vou agradecer tudo de bom que me aconteceu e vou torcer para que no próximo ano eu tenha mais sabedoria para lidar com determinadas situações, que eu possa ter mais maturidade perante a vida e a algumas pessoas, que eu tenha mais coragem e determinação para conquistar meus sonhos e desejos, que eu possa fortalecer ainda mais minhas amizades , que eu tenha saúde para levar esse projeto adiante e que a vida aconteça da melhor forma possível, pra mim e pra você.
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O que eu disse no final do ano de 2010, em 2009 e 2008 eu não disse nada.

Shoot the moon

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Alguém atirou na Lua e ela derramou suas lágrimas sobre a Terra.
Alguém atirou na Lua e fez o mundo mudar.
Alguém fez a Lua chorar.
Ela chorou, durante dias, pequenas lágrimas feitas de neve, que cobriram a Terra de norte a sul, de leste a oeste.
Ninguém na Terra entendia.
Ninguém percebia que a Lua estava ferida e ela continuava a chorar.
Em uma certa noite, uma estrela chegou e perguntou pra Lua o motivo de tanta choradeira.
A Lua só sabia responder: “Me feriram, dona Estrela! Me feriram! Atiraram em mim e partiram o meu coração.”
A pequena Estrela pensou e disse: “ah dona Lua, já viu quanta beleza a senhora é capaz de produzir?” – e apontou para a Terra, branquinha lá embaixo – “Mesmo triste a Sra. é capaz de conduzir o mundo a coisas belíssimas”.
A Lua então voltou a sorrir, iluminando a noite de milhões de casais apaixonadas, pessoas sonhadoras…
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Da série: coisas que ela não diz

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Tem um espelho no meu quarto e eu não ouso encará-lo. Medo de ver que mudei. Medo de notar que não sorrio mais com a mesma vontade de antes. Sinto falta de quando você me fazia rir. Falta de quando você, com algumas poucas palavras e gestos, me arrancava um sorriso. Eu sei que isso é apenas uma fase e vai passar. Você sabe que passa. Eu sei que passa. E eu voltarei a sorrir sem precisar de motivos. Talvez sem precisar de você.
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Feliz Natal

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Que mesmo que você não acredite em Deus, Jesus, Maria e José, v
ocê possa celebrar essa data como um dia de paz e alegria.
“Te desejo uma fé enorme.
Em qualquer coisa, não importa o quê.
Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
Que seja doce. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
Que seja bom o que vier, pra você.”

Passado

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Eu já te disse o quanto eu gosto de conversar com a minha avó? Acho que nunca tivemos a oportunidade de conversar sobre isso. Pois é, eu adoro conversar com a Oma. Já aprendi tanta coisa. Aprendi que os mais velhos sempre conhecem alguma história que pode nos surpreender. Algo que pode nos ajudar. Sobre o que a gente conversa especificamente? Sobre antigas amizades, sobre os tempos de guerra, sobre tudo. Minha avó tinha três anos quando viajou de navio para a Alemanha, voltou de lá aos doze anos, fugindo da guerra. Cada vez que conversamos aprendo algo novo sobre aqueles tempos difíceis. Vejo quantas vezes reclamei da vida tendo problemas tão pequenos. Desculpe te encher de informação, só estou te contando isso, porque agora estou nesta terra e ver as cidades por onde ela passou, me faz imaginar como deve ter sido difícil superar a guerra sendo tão pequena. Ela era pequena quando os russos invadiram a Alemanha destruindo casas, restaurantes, plantações, comidas e vidas. Ela era pequena quando foi separada dos pais para ficar numa região alemã onde, aparentemente, havia menos Guerra. Ela era pequena quando mudou cinco vezes de escola. Não foi uma vida fácil. E ela ainda tem forças para sorrir. Admiro muito isso nela. E acho que ela merece o melhor. Espero que ninguém mais a magoe. Bem, acho que essa história já se prolongou demais. 

Fique bem.



Ella.

Noites

Ouvindo Rascal Flatts – No Reins

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Você já viu como são as noites nas regiões longe da cidade grande? Há muito breu. Você não enxerga um palmo a sua frente. Há também silêncio. Não há sons artificiais. Há sons da natureza. Sons que às vezes assustam, tamanha a naturalidade com que acontecem. Ah, esqueci de dizer às vezes há uma luz, pequena que pisca em meio ao breu. Vagando luminoso na escuridão. Tudo isso chega a me assustar, tamanha calma que transmite.
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