Aprenda com os girassóis

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Não importa o que tenha acontecido, o dia vai amanhecer, o sol vai aparecer e você estará olhando na direção certa. Você só precisa focar no ponto positivo, naquele ponto luminoso no céu, na luz no fim do túnel, na sua casa ao final do dia, nos seus amigos a todos os momentos.
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Equilibrio

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Equilibrar-se nunca é fácil. Há sempre um lado nosso que tende a ir de encontro ao chão. Há sempre um lado que exige de nós um pouco mais de esforço. Pode ser lado emocional ou racional, financeiro ou sentimental, profissional ou pessoal, acadêmico ou boêmio. Logo, não é fácil equilibrar-se. Igualar dois pesos de uma balança também não é. Você pode não saber que valores atribuir a cada objeto, e enquanto você não souber esses valores, se sentirá um tanto perdido. Uma dica: use sua intuição para analisar o que pesa mais e o que pesa menos em sua vida. Enumere aquilo que é mais importante pra você: família, amigos, dinheiro, trabalho, saúde. Quem sabe assim você consiga pelo menos manter-se de pé.
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Como faz pra desenjoar de si mesma?

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Invento histórias novas, troco todo o guarda-roupa, procuro um estilo novo na revista da semana, frequento lugares diferentes, experimento um cardápio novo, escuto o top 10 da mtv, começo a academia, conheço novas pessoas, sonho novos sonhos, mudo de emprego, tranco o último ano da faculdade, viajo para o outro lado do mundo, aprendo um novo idioma, jogo fora velhas cartas, construo uma nova casa, mudo a roupa de cama, escolho uma nova cor para o quarto, fujo de bicicleta, entro para o circo, danço na chuva, acordo em uma casa desconhecida, almoço no topo de uma montanha, salto de bungee jump, invento um mundo novo, tudo para desenjoar de mim. Tudo para aprender a me sentir bem comigo mesma. Tudo para não surtar, não analisar os pormenores. Não analisar os medos, os defeitos, os desejos não realizados e os sonhos ainda não alcançados.
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Vida

“Hoje eu queria um abraço que te sufoca de tão apertado e te protege de tudo.
Hoje eu só queria ouvir ‘eu-te-procurei-pra-saber-se-você-tá-bem’.”
Caio Fernando Abreu

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Você já sentiu que os seus ombros carregam o dobro de peso que conseguem suportar? Já sentiu que mesmo nova, parece que já viveu duzentos anos? Já se perguntou o por quê de fazer determinada escolha em oposição à outra? Já começou algo novo na sua vida e sentiu que de repente, mil coisas novas escolheram o mesmo momento para acontecer? É nesse momento de confusão que Ella procura algum refúgio, algum lugar seguro para encostar a cabeça e pensar em mil coisas além de toda a confusão. Quem sabe algo melhor, um lugar para não pensar em nada, apenas fugir da mesmice de pensamentos que parecem rondar a mente dela. No fundo, Ella só queria um lugar para deitar a cabeça e voltar a sonhar.

b.a.ú.

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Faz um tempo que Ella não revisita as lembranças que guardou com tanto cuidado num pequeno baú perto da porta. Não revisitou por medo, por preguiça, por vontade de evitar certas lembranças. No entanto, agora, com tanta coisa acontecendo, tantas novidades, uma mudança brusca na vida emocional e profissional, Ella achou que não custaria nada bisbilhotar o passado. Puxou para perto de si o baú, abriu-o e sorriu.

Não se arrependeu de nada, só de ter demorado tanto tempo.
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Já pode gritar?

“Me entende, eu não quis, eu não quero, eu sofro, eu tenho medo,
me dá a tua mão, entende, por favor.
Eu tenho medo, merda!”
Caio Fernando Abreu
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E, de repente, nós embarcamos inocentes no carrossel da vida. O que vemos primeiro? As luzes, muitas luzes nos atraindo, nos dizendo: venha! Nós vamos e então vemos que a luz ocultava importantes detalhes que só vemos agora. Girando, girando, girando. No carrossel da vida encontramos pessoas que nos dão a mão, pessoas que querem nos ver no chão, pessoas que querem nos erguer, pessoas que querem nos amar, pessoas que nos querem bem. No carrossel da vida aprendemos inúmeras lições. Aprendi a procurar uma vida independente, aprendi a respeitar os mais velhos e a conservar os amigos. Aprendi que devemos agir de acordo com nossos princípios e com o que acreditamos ser o melhor para nós mesmos. Mas, em toda a minha vida de carrossel, eu sinto falta de não ter aprendido a ter confiança em mim mesma, de esperar que os outros me dissessem que eu era boa em algo. Eu sei que agora, de tanto girar, a única coisa que eu quero é gritar e começar a aprender aquilo que deixei passar num desses giros da vida.
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